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terça-feira, 10 de maio de 2011

barber's pole :)


The origin of the red and white barber pole is associated with the service of bloodletting and was historically a representation of bloody bandages wrapped around a pole. During medieval times, barbers performed surgery on customers, as well as tooth extractions. The original pole had a brass wash basin at the top (representing the vessel in which leeches were kept) and bottom (representing the basin that received the blood). The pole itself represents the staff that the patient gripped during the procedure to encourage blood flow.

Barbers, being medieval surgeons, would be present at the birth of a child, and were there to cut the umbilical cord—a red (artery) and blue (vein) on a pale colour umbilical cord was passed to the parents by the barber after the umbilical cord had been cut, and this blue/red/pale tube or pole became the Barber's pole, and the symbol of the pole represents a freshly cut umbilical cord.
Others opine that the red, white and blue format in the United States may be an homage to the colours of the flag.

In some parts of Asia, a red, white and blue barber pole is used as a symbol for a brothel. While prostitution is illegal in many parts of Asia, laws against it are often not enforced to the degree that all public solicitations for it are eliminated. The barber's pole is used as a euphemistic way of advertising a brothel, thus reducing the likelihood of police intervention.
In South Korea, barber's poles are used both for actual barbershops and for brothels. Brothels disguised as barbershops, referred to as 이발소 (ilbalso) or 이용실 (iyongsil), are more likely to use two poles next to each other, often spinning in opposite directions, though the use of a single pole for the same reason is also quite common. Actual barbershops, or 미용실 (miyongsil), are more likely to be hair salons; to avoid confusion, they will usually use a pole that shows a picture of a woman with flowing hair on it with the words hair salon written on the pole.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Por que os judeus são odiados?

cata o que eu estava lendo.............


(à esquerda um cartoon na Alemanha Nazista em 1938, e à direita um cartoon no Egito em 2001)
Já HOUVE comentários de que a história de quase todos os feriados judaicos pode ser sumarizada sucintamente: “Eles queriam nos assassinar a todos; não conseguiram, nós vencemos. Vamos comer.”

Com o contínuo e o crescente anti-semitismo atual, faz-se oportuno focalizar as suas causas e o que pode e deve ser feito a respeito.

Por um período de 1.700 anos, entre 250 d.C. e 1948 d.C., os judeus sofreram mais do que oitenta expulsões de vários países da Europa, com uma média de uma expulsão a cada 21 anos. Judeus foram expulsos da Inglaterra, França, Áustria, Alemanha, Lituânia, Espanha, Portugal, Boêmia, Maravia e 71 outros países. Segundo vários historiadores, existem seis explicações para o ódio aos judeus, a saber:

A suposta condição econômica: “Odiamos os judeus porque eles possuem muitas riquezas e muito poder.”

A noção de povo eleito: “Odiamos os judeus porque eles arrogantemente se proclamam o povo escolhido.”

A vocação de bode expiatório: “Os judeus constituem um grupo conveniente para escolher e culpar por nossas preocupações.”

A acusação de deicídio: “Odiamos os judeus porque eles mataram Jesus.”

A condição de eternos forasteiros: “Odiamos os judeus porque eles são diferentes de nós.” (A aversão pelo diferente.)

A teoria racial: “Odiamos os judeus porque eles são uma raça inferior.”

Serão essas realmente as causas presumíveis do anti-semitismo ou meras desculpas? Qual seria a diferença? Se a causa for retirada, o anti-semitismo não existirá mais. Na hipótese de se poder demonstrar uma contradição a essa explicação, ela demonstraria que “a causa” não é uma razão, é somente uma justificação. Enfoquemos algumas contradições:

A suposta condição econômica: Os judeus dos séculos XVII, XVIII e XIV na Polônia e na Rússia eram muitos e pobres, não tinham influência alguma e, contudo, foram odiados.

A noção de povo eleito: a) No fim do século XIX, os judeus da Alemanha negaram essa “eleição”. Em seguida, se empenharam na sua assimilação. Todavia, o Holocausto teve início na Alemanha. b) Os cristãos e os muçulmanos também se declaram “o povo eleito” e, no entanto, o mundo e os anti-semitas os toleram muito bem.

A vocação de bode expiatório: Qualquer grupo já devia ser odiado para ser um bode expiatório efetivo. Essa teoria, portanto, não é uma das causas do anti-semitismo. Ela é antes o que faz dos judeus um conveniente alvo como bode expiatório. As arengas aloucadas e os delírios de Hitler não teriam sido levados a sério se ele tivesse dito: “São os ciclistas e os pigmeus que estão destruindo nossa sociedade.”

A acusação de deicídio: a) A Bíblia cristã declara que os romanos mataram Jesus, embora os judeus tenha sido mencionados como cúmplices. (As declarações que os judeus tinham matado Jesus surgiram diversas centenas de anos mais tarde.) Por que só os cúmplices são perseguidos e não existe nenhum movimento anti-romano através da história? b) O próprio Jesus disse: “Perdoai-lhes [isto é, os judeus] porque eles não sabem o que fazem.” O Segundo Conselho do Vaticano realizado em 1963 exonerou oficialmente os judeus de sua acusação de assassinos de Jesus. Mas nenhuma declaração de crença cristã diminuiu o anti-semitismo.

A condição de eternos forasteiros: Com o Iluminismo no final do século XVII, muitos judeus se apressaram para se assimilarem. De acordo com o raciocínio lógico, o anti-semitismo deveria cessar. Com os nazistas veio essencialmente o grito: “Nós odiamos vocês, não porque são diferentes, mas porque estão tentando se tornar como nós! Não podemos permitir que vocês infectem a raça ariana com os seus genes inferiores.”

A teoria racial: O oprimido problema com essa teoria é que se trata de uma questão autocontraditória. Os judeus não constituem uma raça. Qualquer pessoa pode se tornar judia, e membros de cada raça, credo ou cor no mundo assim o fizeram, em uma era ou outra.

Grupos humanos através do tempo e da história são odiados por uma razão relativamente definida. Os judeus, contudo, são odiados através de paradoxos. Eles são detestados por serem uma raça inferior e preguiçosa, mas também porque dominam a economia e têm poder sobre todo o mundo. São odiados porque mantêm teimosamente seu separatismo, e também quando se assimilam por ser uma ameaça para a pureza racial através de casamentos mistos. Os judeus são visto pacifistas e propagadores da guerra, como exploradores capitalistas e comunistas revolucionários; são eles e sempre eles que possuem uma mentalidade de POVO ELEITO, bem como um acentuado complexo de inferioridade. Parece que os judeus são fadados a uma repulsa constante!



Fonte: STILVELMAN, Raquel. “Por que os judeus são odiados?”. In: O ódio entre os homens, pgs.: 95-97, editora Imago.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Catastrophe but Kimba survives spin cycle

Catastrophe but Kimba survives spin cycle
Kimba - the kitten that went through almost a full cycle in a washing machine, with owner Margaret Rogers. Picture: ANNIKA ENDER
THE last thing Lindsay Rogers expected when he opened his front-loader washing machine was the mournful “meow” of his bedraggled and seriously dizzy four-month-old kitten, Kimba.
Mr Rogers, of Manly Vale, was loading the washing machine when Kimba decided to sneak inside and snuggle into the dirty clothes while his back was turned, but the machine’s door was open.
Suspecting nothing, Mr Rogers turned around, closed the door, started the machine and walked away.
“I put the clothes in, put the powder and the fabric softener in, put it on a cold wash - which was very lucky - and put it on for a 30-minute cycle,” he said.
“When I opened the door, it just went ‘meow’ and stuck its head out.
“I couldn’t believe it - the spin cycle at the end goes really fast and I couldn’t believe it survived.”
While most people he has told the story to have had a bit of a laugh, Mr Rogers said Kimba was seriously unwell with very sore eyes from the soap and he wasn’t sure how she would fare.
He rushed the little persian kitten to Allambie Vet, whose staff immediately put her on an intravenous drip.
Head nurse Natalie Macdonald said without intervention Kimba would have certainly died.
“She was very flat and wet, very recumbent and lying on her side and not very responsive,” Ms Macdonald said.
“The first thing they did was get some vitals, place her on an IV (intravenous therapy) and administer fluids.
“She was suffering from shock and hypothermia and they put her on a heat mat and dried her until her body temperature slowly returned to normal.”
Amazingly, after just a couple of hours, Kimba was stable and “purring like a little motor”, according to Mr Rogers.
How many lives has Kimba got left? What do you reckon? Comment below.
But the vet had serious concerns for her eyes, which were inflamed and ulcerated from the soap, and eye ointments, anti-inflammatories and antibiotics were introduced immediately.
Two weeks later Kimba was back to normal, with no long-term problems.
When Kimba’s other owner, Margaret Rogers, returned from overseas she said she was in “shock-horror” when she heard what had happened.
“I couldn’t believe what I was being told, but she is fine and is certainly a lucky little cat,” she said.


kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Dez prostitutas que mudaram o destino da História


Elas aqueceram leitos de reis, artistas, militares, celebridades. E, no caminho, aqueceram também o leito da História. Não há como negar que as donas (e donos) da profissão mais antiga do mundo  mudaram o curso das coisas. A revista Mental Floss fez uma seleção dos 10 mais ilustres representantes da classe - vale a pena conferir. Não, não foi dessa vez que incluíram a Bruna Surfistinha.

Mata Hari: fascinante espiã 
Editora Globo

Em outubro de 1917, em seu último gesto sedutor, Mata Hari jogou um beijinho para a tropa de fuzilamento. A prostituta - e secretamente espiã alemã - havia rodado o ambiente militar da Tríplice Entente e comprometido segredos de guerra importantíssimos, como a nova arma inglesa: o tanque de guerra. Ela foi executada respondendo pela morte de mais de 50 mil pessoas.

Mike Jones: herói dos homossexuais
Este foi o justiceiro da causa gay no Colorado, EUA. Mike era amante de muitos homens importantes, entre eles um que ele chamava carinhosamente de Art – e todo o resto do mundo conhecia como reverendo Ted Haggard, líder do movimento cristão evangélico. Art era também uma das cabeças no protesto anticasamento gay, que seria votado no Colorado em novembro de 2006.
Escandalizado com a hipocrisia de seu amante, Mike foi a um programa de rádio e contou cada detalhe sórdido da relação dos dois. A notícia não foi o bastante para fazer com que o referendo fosse um sucesso para a causa gay, mas, ao menos, a comunidade GLSBT teve o gostinho de ver o reverendo sendo expulso da igreja e virando um vendedor de apólices de seguro.
Valerie Jean Solanas: quase-assassina de Warhol Durante a década de 60, a “Factory” de Andy Warhol - estúdio do artista que se transformou em refúgio para excêntricos e aqueles que só queriam curtir uma viagem de anfetamina – estava a toda produção e de portas abertas a quem interessasse. Até que uma dessas excêntricas, a ex-estudante de psicologia e prostituta Valerie, apareceu em sua porta com uma peça chamada “Dentro da sua bunda” (uma delicadeza de menina, não?). Warhol achou que a peça era chocante demais até para ele. Deu apenas um papel para ela em outra de suas produções e a pagou US$ 25 pelo serviço.
Depois disso, Valerie chegou ao pico de sua loucura. Em junho, deu um tiro em Warhol que quase lhe tirou a vida. Ela se entregou no mesmo dia, passou três anos presa e muitos indo e voltando de manicômios. Em liberdade, infernizou Warhol por telefone até o fim de seus dias, quando foi encontrada em decomposição em seu quarto alugado. Quanto à Factory, infelizmente nunca mais foi tão aberta às massas absurdas que inspiravam a pop art de Wahrol. Com seu corpo para sempre danificado pelo tiro, Warhol achou melhor dedicar sua atenção a alguns amigos ricos e celebridades – que provavelmente não atirariam nele.

Belle de Jour : a prostituta nerd 
Editora Globo
Belle de Jour
Em 2003, um blog incomum foi eleito o melhor da blogosfera pelo jornal inglês The Guardian. No “Diário de uma garota de programa londrina”, Belle de Jour, uma prostitua de luxo, escrevia sobre como seus clientes a tratavam melhor do que os homens que a levavam para sair de verdade. Escreveu livros, tornou-se colunista do Sunday Telegraph.
Sua identidade permaneceu em segredo até novembro de 2009, quando um ex namorado furioso ameaçava expô-la. Antes que ele fizesse isso, ela veio ao público por conta própria e chocou a todos. Era a Dr. Brooke Magnanti, uma loira belíssima que passava seus dias pesquisando o câncer infantil. Explicou a todos que se prostituíra para conquistar a estabilidade financeira que lhe permitisse escolher a área científica de que mais lhe agradasse.

Geórgia Beyer: primeira prefeita transexual do mundo George nasceu em 1957 e cresceu como um garoto do campo na Nova Zelândia. Quando completou 17 anos, descobriu o mundo das drag queens e passou a fazer shows e a se prostituir. Assim, George economizou dinheiro para se tornar Georgina. Essa nova mulher se dedicou à vida de atriz e, logo de assistente social. Mesmo causando impacto a princípio, logo ela encantou a todos e teve grandes conquistas, como melhorar o sistema educacional local. Em 1995 foi eleita a primeira prefeita transexual do mundo. Em quatro anos, ela chegou ao Parlamento, onde lutou pelos direitos dos gays até 2007, quando se aposentou.

Carol Leigh: a sindicalista Se você tem direito a plano de saúde, férias remuneradas e acha que todos os seus direitos trabalhistas são muito justos, por que as prostitutas não poderiam pensar o mesmo? A ativista Carol Leigh conquistou direitos para as prostitutas em São Francisco, na Califórnia. Desde os anos 70, sob o codinome Scarlot Harlot, ela trabalha como advogada, prostituta e vídeo artista. Hoje, é consultora internacional em direitos das profissionais do sexo para África do Sul, Tailândia, Hungria, entre outros países. Para ela, o mundo ideal é aquele em que, além de ter uma profissão legalizada, as prostitutas têm aulas grátis de defesa pessoal, preservativos e educação sexual, oportunidades de estudo e até o direito de – como aconteceu na França - escrever ao presidente reclamando que as estrangeiras estão roubando seus empregos.

Ana Bolena: amante religiosa 
Editora Globo
Reprodução: Creative Commons
Ela foi amante (o que, para a sociedade da época, não era muito distante de prostituta) do Rei Henrique VIII e depois se tornou rainha da Inglaterra. E, antes de ter sua cabeça cortada por seu amado, ajudou na criação de uma nova religião: o anglicanismo. O fato de a igreja Católica não concordar em dar a separação e a ratificar o novo casamento, ajudou Henrique VIII a tomar a decisão de criar a nova religião.

Jim Carroll: poeta, prostituto e astro do rock Se tem alguém que deve agradecer a este prostituto ilustre é Leonardo DiCaprio. Foi interpretando sua autobiografia em Diário de um drogado – do livro Diário de basketball – que o ator ganhou fama e começou uma carreira séria. Assim como no filme, Carroll se prostituía para sustentar seu vício. Apesar disso era um escritor genial, músico brilhante e até roteirista de alguns dos filmes de Andy Warhol. Em toda a década de 80 e 90, seu livro foi leitura obrigatória para os jovens.

As vítimas de Jack, o estripador As vítimas de Jack, o Estripador são quase mártires da categoria. O serial killer fez uma fama negra por estrangular prostitutas e, depois, desfigurar seu rostos, genitálias e retirar seus órgãos. Seus crimes, entre 1888 e 1891, criaram pânico geral e também fizeram com que o governo local passasse a prestar mais atenção nas prostitutas da região, oferecendo a elas melhores oportunidades.

Aileen Wuornos: porque mulheres também são serial killers 
Editora Globo
Reprodução: Wikimedia Commons
Se Jack, o Estripador, era um homem que matava prostitutas, Aileen era seu exato oposto: uma prostituta que matava homens. Sua mãe a abandonou quando ela era ainda criança e, em sua adolescência, o pai foi preso por prática de pedofilia. Para se sustentar, ela se tornou prostituta e passou a matar caminhoneiros na beira da estrada. Sete assassinatos depois, Aileen foi presa e passou mais de uma década no corredor da morte. Até que, um dia, demitiu todos seus advogados e disse que queria morrer. “Eu sou uma pessoa que odeia profundamente a vida e mataria de novo”, ela disse. 

domingo, 10 de janeiro de 2010

Collor fala dos bastidores do impeachment


Ele conta como percebeu que tinha perdido a capacidade de mobilizar a população.

O ex-presidente Fernando Collor de Mello conta em entrevista exclusiva o que passou pela cabeça dele no momento da aprovação do impeachment pela Câmara dos Deputados e quando percebeu que tinha perdido a capacidade de mobilizar a população.

Ele fala sobre a proposta surpreendente de fechar o Congresso. Conta como foi o golpe dos dossiês secretos. Lembra da fortuna que sobrou da campanha eleitoral e diz que apenas PC Farias sabia do que foi feito do dinheiro.

Collor chamou de “erro tático seríssimo” o pedido para que os brasileiros se vestissem de verde e amarelo. E acredita ter sido um “erro de avaliação fatal” o caminho que o levou à perda da presidência. O ex-presidente da República comentou ainda sobre o confisco da poupança de milhões de brasileiros.

Trata-se do depoimento exclusivo do personagem central de um dos períodos mais conturbados da história política recente do Brasil. Collor foi eleito aos 40 anos de idade, em eleição que empolgou o Brasil.

Para ter acesso à íntegra da entrevista, assista aos vídeos ao lado.


sábado, 5 de dezembro de 2009

genival cassiano

no jornal da globo de ontem, nelson motta falou na sua coluna sobre genival cassiano, cantor e compistor, um dos percursores da soul music no brasil. muitos outros artistas fizeram sucesso com as musicas dele, mas genival gravou poucos discos.

vale a pena assistir, amei. baixei varias

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Castelo de Neuschwanstein


O Schloss Neuschwanstein (castelo ou palácio Neuschwanstein, "novo cisne de pedra") é um palácio alemão construído na segunda metade do século XIX, perto das cidades de Hohenschwangau e Füssen, no sudoeste da Baviera, a escassas dezenas de quilómetros da fronteira com a Áustria.
Foi construido por Luís II da Baviera no século XIX, inspirado na obra de seu amigo e protegido, o grande compositorRichard Wagner. A arquitectura do castelo possui um estilo fantástico, o qual serviu de inspiração ao "castelo da Cinderela", símbolo dos estúdios Disney. Apesar de não ser permitido fotografar o seu interior, é um dos edifícios mais fotografados da Alemanha e um dos mais populares destinos turísticos europeus, além de também ser considerado o "cartão postal" daquele país. O nome Neuschwanstein significa "novo cisne de pedra", uma referência ao "cavaleiro do Cisne", Lohengrin, da ópera com o mesmo nome.



Vista aérea do Schloss Neuschwanstein.

História

[editar]Concepção



Projecto inical do Schloss Neuschwanstein, num guache de Christian Jank, 1869.
A concepção do edifício foi esboçada por Luís II da Baviera numa carta a Richard Wagner, datada de 31 de Maio de 1868;
"É minha intenção reconstruir a ruína do velho castelo em Hohenschwangau, próximo do Desfiladeiro de Pollat, no verdadeiro espírito dos velhos castelos dos cavaleiros alemães (...) a localização é a mais bela que alguém pode encontrar, sagrada e inacessível, um templo digno para o divino amigo que trouxe a salvação e a verdadeira benção ao mundo."
A primeira pedra do edifício foi colocada no dia 5 de Setembro de 1869. O Neuschwanstein foi desenhado por Christian Jank, um desenhador de cenários teatrais, em vez de um arquitecto, o que mostra muito das intenções de Luís II, e explica grande parte da natureza fantástica do edifício resultante. A perícia arquitectónica, vital para um edifício colocado num lugar tão periclitante, foi providenciada inicialmente pelo arquitecto da Corte de Munique, Eduard Riedel, e mais tarde por Georg Dollman e Leo von Klenze.
O castelo foi originalmente chamado de "Novo Castelo Hohenschwangau" até à morte do Rei, quando foi renomeado como Neuschwanstein, o Castelo do Cavaleiro Cisne, Lohengrin, da ópera de Wagner do mesmo nome. Originalmente, o castelo havia sido Schwanstein, a sede dos cavaleiros de Schwangau, cujo emblema era o cisne.

[editar]Cenário do castelo



Vista do pátio superior doSchloss Neuschwanstein.
O castelo compreende uma portaria, um caramanchão, a Casa dos Cavaleiros com uma torre quadrada e um Palas, ou cidadela, com duas torres no extremo oeste. O efeito do conjunto é altamente teatral, tanto no exterior como no interior. A influência do Rei é evidente por todo o lado, tendo este demonstrado um entusiástico interesse no desenho e decoração. Um exemplo disto pode ser visto nos seus comentários, ou ordens, face a um mural representando Lohengrin no Palas; "Sua Majestade deseja que (...) o navio seja colocado mais distante da costa, que o pescoço de Lohengrin seja menos inclinado, que a corrente do navio ao cisne seja de ouro e não de rosas e, finalmente, que o estilo do castelo seja mantido medieval".
O conjunto de salas no interior do Palas contém a Sala do Trono seguida pela suite de Luís II, pelo Hall dos Cantores e pela Gruta. Por todo o lado, o desenho presta homenagem às lendas alemãs de Lohengrin, o Cavaleiro Cisne. O Schloss Hohenschwangau, onde Luís II passou grande parte da sua juventude, tinha decorações destas sagas. Estes temas foram tomados nas óperas de Richard Wagner. No entanto, muitas das salas interiores permanecem sem decoração; apenas catorze delas foram finalizadas antes da morte de Luís II[1].


O Schloss Neuschwanstein visto de Marienbrücke.
Com o castelo ainda em construção aquando da morte do Rei, uma das características principais do edifício permanecia por construir. Estava planeada um torre de menagem maciça para o meio do pátio superior, a qual nunca chegaria a ser edificada por decisão da restante família do Rei. A fundação da torre de menagem ainda pode ser vista, actualmente, no pátio superior.
Entre as salas concluídas encontra-se a Sala do Trono, a qual apresenta um candeeiro com pedras preciosas incrustadas, todos os doze apóstolos pintados na parede que rodeia o pedestal do trono (o trono actual nunca foi acabado) e Jesus por trás do pedestal. A suite principal do Rei inclui uma cama de dossel em madeira entalhada manualmente, o baldaquino da cama é entalhado como as torres de cada uma das catedrais da Baviera, um sanitário secreto (a água da sanita provinha de um aqueduto) e uma bacia com água corrente em forma de cisne.
O castelo também inclui um oratório, acessível a partir do vestiário e da suite principal, o qual inclui um crucifixo de marfim; uma sala feita para parecer uma caverna, uma cozinha completa equipada com água corrente quente e fria e um armário aquecido, alojamentos para os criados, um gabinete, uma sala de jantar e o Hall dos Cantores. Esta última divisão era um lugar onde os músicos e os dramaturgos actuavam. O Rei construiu-o para Wagner, como um lugar priviligiado para apresentação de peças. O Rei morreu antes de ser possível assistir a apresentações no Hall dos Cantores, mas este tem sido usado desde a sua morte.


Vista panorâmica do Schloss Neuschwanstein.
Apesar do seu aspecto medieval, a construção do Schloss Neuschwanstein requereu a moderna tecnologia da época, sendo o castelo uma maravilha dos acabamentos da tecnologia estrutural. Engenhos a vapor e eléctricos, ventilação moderna e canalizações de aquecimento fazem, todos eles, parte da estrutura.
Actualmente está quase esquecido que Luís II foi um patrono das invenções modernas e um percursor da introdução da electricidade na vida pública da Baviera. Os seus novos castelos foram os primeiros a usar electricidade (por exemplo a Gruta de Vénus de Linderhof) e outros equipamentos modernos. Através das suas actividades de construção, Luís II manteve vivos o conhecimento e a perícia de muitas artes particulares particular que de outra forma teriam morrido, providenciando trabalho e rendimento a um largo número de artesãos, construtores, estucadores e decoradores, entre outros.

[editar]Declaração de insanidade de Luís II



Pintura representando a Sala do Trono vista a partir do trono.
O Schloss Neuschwanstein estava próximo da conclusão quando, em 1886, o Rei foi declarado insano pela Comissão de Estado liderada pelo Dr. von Gudden, e aprisionado no castelo. O Rei dificilmente se podia controlar quando perguntou ao Dr. von Gudden, "Como pode declarar-me insano? Ainda não me examinou!"[2]. Levado para Berg, foi encontrado, no dia 13 de Junho de 1886, afogado em águas superficiais do Lago Starnberger, juntamente com von Gudden, o psiquiatra que o certificou. As circunstancias exactas da sua morte permanecem inexplicadas.

[editar]Depois de Luís II

O castelo é propriedade do estado da Baviera, ao contrário do Schloss Hohenschwangau que é pertença de Franz, Duque da Baviera.
Este edifício inspirou a construção de um outro castelo da Casa de Wittelsbach, o Schloss Ringberg. O Schloss Neuschwanstein é contemporâneo do português Palácio da Pena, em Sintra, por vezes referido como "o Neuschwanstein português' (cerca de 1840).
A vizinha Marienbrücke (Ponte de Maria) sobre o desfiladeiro Pöllat, assim chamada em homenagem a Maria da Prússia, providencia uma estupenda vista das fachadas do Schloss Neuschwanstein.
Está previsto que o Schloss Neuschwanstein apareça nas moedas comemorativas de 2€ da Série dos Estados Federados da Alemanha, em 2012.
Em 2007, foi finalista na selecção das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

[editar]Turismo

A partir de 1886, o Schloss Neuschwanstein conta com uma média de 1,3 milhões de visitantes anuais. Cada Verão, mais de 6.000 visitantes diários acumulam-se nas diferentes áreas que foram previstas para uma única pessoa. Contudo, o castelo tem igualmente inconvenientes, pois o estado livre da Baviera deve dispensar cerca de 11,2 milhões de euros por ano para a sua conservação e melhoramento dos serviços aos visitantes, mesmo que isso represente pouco face aos proveitos que o Schloss Neuschwanstein gera.

[editar]Curiosidades



Postal da década de 1890 representando o Schloss Neuschwanstein.
  • O complexo do castelo estende-se por 6.000 metros quadrados articulados em quatro andares e numerosas torres, com uma altura que atinge os 80 metros.
  • O castelo pode ser considerado como um monumento dedicado a Richard Wagner, o qual Luís II da Baviera admirava muito. De facto, muitas das suas salas são inspiradas em óperas do compositor alemão.
  • Luís II da Baviera empenhou todo o seu património na construção do castelo, supeintendendo os trabalhos; no entanto habitou durante muito pouco tempo nesta residência.
  • [Luís II observou o avanço dos trabalhos directamente do castelo onde passou a infância, o vizinho Schloss Hohenschwangau.
  • A Sala do Trono não tem trono; isto porque Luís II morreu antes que o trono ficasse completo, e por isso não foi mais colocado no seu lugar.
  • Uma das salas do castelo reproduz, de maneira muito realista, uma gruta com muitas estalactites e estalagmites, a qual possuiu uma cascata durante o reinado de Luís II.
  • Luís II, receando os danos, ordenou ao curador do castelo que interditasse as visitas dos curiosos depois da sua morte. Poucas semanas depois da morte do soberano, o castelo abriu as suas portas aos visitantes. É actualmente um dos lugares mais visitados da Alemanha em qualquer estação do ano.
  • Afirma-se que este é o edifício mais fotografado da Alemanha, e um dos destinos turísticos mais atractivos do país.
  • Afirma-se ainda que este verdadeiro castelo de contos de fadas da Baviera terá inspirado o moderno castelo da Cinderella na Disneylândia, símbolo da própria companhia Walt Disney.