terça-feira, 24 de janeiro de 2012

One and Other




Antony Gormley at the opening of One & Other.
The temporary plaque attached to the plinth.
16.00 to 17.00 on 17 July 2009: Karen Ogilvie flying paper kites and distributing hundreds of sweets all with written advice such as "Be friendly to a stranger today"
One & Other was a public art project by Antony Gormley, in which 2,400 members of the public occupied the usually vacant fourth plinth inTrafalgar Square, London, for an hour each for 100 days. The project began at 9am on Monday 6 July 2009, and ran until 14 October. The first person to officially occupy the plinth was Rachel Wardell from Lincolnshire.[1] A documentary art book by Gormley, entitled One and Other, was published in the UK by Jonathan Cape on 14 October 2010. The Wellcome Trust has posted online at its website its series of oral-history interviews of the 2400 plinthers.

Contents

  [hide

[edit]Opening

The project was opened by the Mayor of LondonBoris Johnson. Minutes before the official launch Stuart Holmes, an anti-smoking protester, managed to clamber onto the plinth and displayed a banner calling for a ban on tobacco. Gormley urged him to do the "gentlemanly thing" and give up his place to the first official "plinther", Rachel Wardell. He did so and descended in the cherry picker used to carry participants to and from the plinth.[2][3]

[edit]Participants

Members of the public could apply for an hour on the plinth via the project's website. Gormley himself applied but didn't get a place.[4]Reviewing the event afterwards, the Guardian's top ten "plinthers"[5] were:
NamePerformance
Gerald ChongDemolished a cardboard replica of the London skyline, dressed as Godzilla.
Amanda HallConstructed a full-size Gormley-style human figure from bread products.
Ollie CampbellPitched a tent, from which a live chicken and two blow-up dolls emerged.
Steve Cousins (The Balloonatic)[6]Performed in a red catsuit with a large, red balloon.
Sam MartinDressed as a football referee, Martin challenged members of the public and announced half-time.
Jonathan May-Bowles (Jonnie Marbles)[7]Invited members of the public to text their secrets to him, which were then read aloud.
Neil StuddDressed as a living statue of Lord Nelson, in an echo of Nelson's Column.
Liz CrowSat in a wheelchair wearing a Nazi military uniform, as a political statement on the rights of disabled people.
Susanna Meese-SimpsonPosed naked as if for a life study.
Paul SpellerPerformed a succession of scientific experiments submitted by the public, including an experiment with a tin can telephone.
On 14 July at 8.00pm, poet R. N. Taber read a selection of his poems, while photographer Alex Boyd collaborated with Scottish Makar (Poet Laureate) Edwin Morgan for his time on the plinth.[8] On 12 August at 1am, a naked plinther was asked to cover up by the police.[9]
Streamed live online by SkyArts, the exhibit quickly developed a cadre of regular Twitter followers who provided a running commentary of events on the plinth.

Monster's day out in London (One&Other)

pintando em 3 minutos


meu deus, como ele consegue pintar tao rapido?????

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

27 curiosidades do cinema


  1. Existe uma película inédita de Star Wars.
    George Lucas só pode ter tido um choque cerebral que fundiu os seus neurônios. Só assim para explicar que em 1978, depois da estréia do filme lhe ocorresse rodar para a televisão uma delirante aventura natalina "Star Wars: Holiday Special". O filme começa com Chewacka viajando a seu planeta natal para passar as festas natalinas em família, esta primeira parte do filme é completamente falada em Wockie, porteriormente aparecem o resto dos personagens e a película se converte em... um musical! Era tão ruim, mas tão ruim, que nenhuma televisão quis comprar os direitos de transmissão.

  2. Fidel Castro tentou triunfar em Hollywood.
    Treze anos antes de converter-se no líder de Cuba, Castro iniciou uma breve carreira cinematográfica como galã latino na qual teve tempo de interpretar pequenos papéis em três musicais: Escola de sereias, Bathing beauty e holiday in México.

  3. Stalin também adorava os musicais.
    Por isso promoveu a rodagem destes no cinema soviético e inclusive compôs uma canção para um deles "o chiqueiro e o pastor", a letra dizia: "Uma canção alegra o coração que alguma voz arrebatou. Todos os povos grandes e pequenos adoram esta melodia; enquanto as grandes cidades cantam a canção."

  4. A película mais longa da história.
    Tem um titulo que explica tudo: "Tratamento contra a insônia", dura 87 horas, isto é, mais de 3 dias e meio, o filme consistia numa única seqüência na qual se via o poeta Lee Groban lendo uma composição de 3.400 paginas. Só foi projetada na íntegra duas vezes e ninguém conseguiu ver o filme todo.

  5. Sigmund Freud só não foi o roteirista mais bem pago da história porque não quis.
    Em 1933 um produtor lhe ofereceu um cheque em branco para que lhe contasse as psicopatias de seus pacientes, com a idéia de que nelas podiam ter escondidas muitas boas películas, Freud recusou por que lhe pareceu pouco ético.

  6. A atriz mais assassinada.
    A francesa Paula Maxa, especializada em papéis de vítima no cinema mudo foi assassinada em toda sua carreira um total de 358 vezes, muitas delas de forma horrível. Em alguns filmes chegou a fazer mais de um papel com o intuito de ser assassinada várias vezes.

  7. Bruce Lee foi o único ator com clones.
    A estrela das artes marciais conseguiu protagonizar 4 películas depois de sua prematura morte. Para exprimir a lenda ao máximo as duas grandes produtoras de Hong Kong rodaram várias dezenas de películas protagonizadas pelos clones do ator aos que batizaram com nomes como Bruce Le, Bruce Li, Bruce Liu... alguns lembravam o famoso lutador, mas outros não pareciam nem um pouquinho, tinha um que nem era chinês, inclusive era loiro.

  8. Inchon: A única película produzida por mandato divino.
    Um dia o reverendo Sun Myang Moon fundador da conhecida popularmente como a seita Moon, sofreu um ataque de choro e tristeza que só se deteve ao entrar num cinema de Seul. Ele interpretou o fato como um sinal divino e investiu 104 milhões de dólares na produção de uma película sobre a guerra da Coréia. O filme se converteu no segundo maior fiasco comercial da história do cinema, só arrecadou 2 milhões de dólares.

  9. A película com mais carecas.
    Metropolis onde Fritz Lang recrutou 15.000 alopécicos para a cena do sacrifício ao deus Moloch, o deus sem escrúpulos do capitalismo.

  10. Alguns gangsters foram grandes cinéfilos.
    Al Capone foi ao cinema ver Scarface - A Vergonha de uma Nação (1932 - Howard Hawks) várias vezes, filme de gangsters baseado em sua vida. E John Dillinger foi crivado de balas pelo FBI quando saia de uma sala de cinema que projetava uma película muito apropriada para "o Inimigo publico numero um" 1934.

  11. O único filme rodado uma única vez.
    Seu titulo era "O homem perseguido por um ovni", a maior parte do filme era composta por partes de outras películas, de forma que nem o homem nem o ovni eram os mesmos em quase nenhuma cena, a história além de disparatada, tinha pontos peculiares, os fajutos ovnis ou o fato de que os extraterrestres quisessem abduzir um Simca Chambord. Ao final da exibição o proprio diretor queimou a fita.

  12. Bascos no Oeste.
    "O desfiladeiro da Morte" é um bang-bang espanhol mais alucinante do que se possa imaginar. É protagonizado por uma caravana de bascos que querem chegar a Califórnia. Durante todo o vão vestidos com chapelões, dançam flamenco e no momento principal do filme enfrentam os peles vermelhas a pedradas.

  13. Vaqueiros Turcos.
    Nem tadas as películas de bang-bang são estadunidenses, na verdade a maioria são italianas, e inclusive espanholas, mas mais além do espaguete Western existe também o Kebab Western. Nos 60 os turcos filmaram duas dezenas de películas deste tipo. A primeira Kanunsuz Kahraman, que foi exportado com o nome de Ringo "Kid".

  14. Mudanças de Sexo.
    Kenji Mizoguchi, mestre do cinema japonês começou sua carreira como Oyama, nome que recebem os homens especializados em interpretar papéis de mulher. Curiosamente no japão existe um gênero chamado Takarazuka no que só atuam mulheres e no que, em alguns casos, também interpretam papéis masculinos.

  15. Gorilas jogadores.
    Na primeira película de Tarzan os gorilas eram na realidade uma equipe de futebol americano disfarçado para a ocasião, o Santa Mônica Football Clube, para ser exato.

  16. O filme com mais palavrões.
    "Scarface, a força do poder" (1983 - Brian De Palma), remake de filme homônimo de 1932 realizado por Howard Hughes, é o filme com mais palavras malsonantes, um total de 203, dando uma média de um palavrão a cada 29 segundos. "Fuck you, son of a bitch", na boca de Tony "Montana" é música.

  17. Casais Impossíveis.
    O filme Alien vs Predator 2 traz à lembrança um gênero meio esquecido, o Crossover, que consiste em juntar dois mitos numa mesma história. Assim então o crossover já teve casais dos mais disparatados, tais como Drácula vs Frankenstein, Drácula vs Billy the Kid e inclusive Bruce Lee vs Emmanuelle um dispautério onde não aparecia nem o Bruce Lee e nem a Sylvia Kristel e que misturava artes marciais com pornochanchada.

  18. A primeira película sonora.
    O potencial da nova tecnologia foi mal aproveitada no primeiro filme, a parte falada do filme "Jazz Singer" constava de apenas 3 cenas que não passavam de 10 minutos, naquele tempo os produtores acreditavam que ninguém poderia agüentar um filme com mais de uma hora de diálogo.

  19. Cinema que cheira.
    Em 1959 estreiou em Los Angeles "Scent Mistery" um filme de intriga no qual a chave do mistério estava na colônia do assassino, por isso foi utilizado uma nova tecnologia em sua projeção, o Arorama, que consistia numa máquina que aspergia toda a sala com uma fina camada de pó que simulavam os cheiros do filme. O problema é que já à metade da exibição tinha tanto pó no ar que ao final ninguém sabia que cena do filme estava cheirando.

  20. Naz trilha do Arorama.
    Apareceram novas formas de atrair o público, uma das mais polêmicas foi o Sensurround, estreado no filme "Terremoto" que fazia vibrar as poltronas do cinema simulando um tremor. Pior ainda foi o Tingler, que soltava descargas elétricas no traseiro do espectador durante a projeção de 13 "Fantasmas".

  21. O som no mundo artesanal.
    Quando se deu o salto para o cinema sonoro, poucos locais do mundo estavam equipados para sua reprodução e o som da película corria por conta de "comentaristas" como nas partidos de futebol, comentaristas que ademais não seguiam o script, se dedicavam a fazer comentários graciosos ou rimas sobre alguns aspectos do filme. Alucinante.

  22. Cinema Negro.
    Na Hollywood dos anos 70 nasceu a moda da Blaxploitations, películas protagonizadas inteiramente por atores de raça negra. Teve um drácula negro, uma lolita negra e inclusive uma versão do Mago de Oz na qual estreava uma rapazinho ainda de cor: Michael Jackson.

  23. A película mais cara.
    É a versão russa de Guerra e Paz dirigida por Sergei Bondarchuck em 1968. Calculando o custo da inflacão, o filme precisou de um investimento de 560 milhões de euros.

  24. O ator que mais papéis interpretou num mesmo filme.
    Não, não é Eddy Murphy, foi o britânico Rolf Leslie, que encarnou 27 personagens diferentes em "Sisty years of a Queen". Seguem-lhe de muito longe o espanhol Paul Naschy com seus doze papéis no "Aullido do diabo" e Alec Guinness que fez 8 papéis, um deles feminino em "Oito sentenças de morte".

  25. Os mormons.
    Os mormons produziram o filme "Plano nove desde o espaço exterior", do diretor Ed Wood, com a condicão de que a toda a equipe do filme, inclusive atores, fossem batizados.

  26. Francis Ford Copola
    Começou sua carreira sob um pseudônimo dirigindo "Nudies", filmes eróticos. O mais famoso é "O bordel da montanha" onde Drácula, Frankenstein e o Homem lobo exercem seus poderes num prostíbulo.

  27. O autentico ganho...
    ... do cinema já não estão nas entradas, se não em todo o resto, pipocas, refrescos e demais guloseimas produzem 45% de seus rendimentos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Walt Disney's & Salvador Dali - Destino 2003 (HD 1080p)




"Destino" (Disney e Salvador Dalí) - Parte I
por Celbi Vagner Pegoraro

FICHA TÉCNICA:
 
Início de produção: foi iniciado em 1946 mas nunca concluído.
Sinopse: uma cena poética sobre o amor e tempo.
Diretor: John Hench
Sketches inspiracionais: Salvador Dalí
Música: baseado na balada espanhola "Destino" de Armando Dominguez.
Duração (planejado): cerca de 6 minutos.

A História do Projeto: 

muitos dados informados numa reportagem de Christopher Jones para o jornal The Boston Globe e o livro "Paper Dreams" de John Canemaker.

Guardado numa caixa em algum lugar da Califórnia está um velho negativo com cerca de 15 segundos em cores de um filme único na história da arte do século XX. O filme mostra duas figuras "bizarras" com cabeças humanóides (similares a cabeças normais) deformadas pelo estilo "persuasivo e loucamente triunfante" de Salvado Dalí. As cabeças estão sobre cascas de tartarugas. Quando se juntam, o espaço entre elas forma o desenho de um sino, que se transforma numa bailarina. No último momento, a cabeça da bailarina abruptamente se transforma numa bola de beisebol... que desaparece numa desolada paisagem montanhosa.

Parte dessa curta cena pode ser apreciada durante o filme "Fantasia 2000", quando Bette Midler mostra idéias não produzidos pelos animadores - antes do segmento "The Steadfast Tin Soldier".

O pedaço de película com mais de 50 anos é tudo o que restou de um projeto animado esquecido chamado "Destino", uma curiosa colaboração entre o artista surrealista Salvador Dalí e Walt Disney que nunca foi completada. As razões para "Destino" nunca ter sido finalizado ficaram ocultas por mais de cinco décadas, até que o jornalista Christopher Jones encontrou materiais do desenho após a morte de seu pai, Tom Jones, em 1992. Num escuro sótão no Vale Loire, onde Tom Jones morava, seus filhos encontraram entre seus papéis uma coleção de notas, negativos nunca vistos antes, e velhas fotografias que ele fez quando era agente publicitário de Disney. Christopher Jones relembra que uma vez seu pai o levou a noite para visitar o escritório de Walt Disney onde havia um quadro - o retrato de Júpiter - uma pintura de Dalí feita para "Destino". Christopher diz que vendo todo o material encontrado no sótão, ele nota que a versão completa de "Destino" seria uma sensação sem medidas, uma revolução cinematográfica usando técnicas a frente de seu tempo.

Afim de deixar claro alguns mistérios do projeto, o jornalista Christopher Jones começou a telefonar para todos que pudessem ter alguma informação. Buscando entre antigos empregados da Disney e amigos de Dalí - alguns com mais de 90 anos, a pesquisa correu lentamente... até que o telefone tocou. Era John Hench, ligando da Califórnia. Nos anos 90, Hench era vice-presidente sênior da Walt Disney Imagineer, e na época de "Destino" ele já era um artista de alto-nível, trabalhndo em filmes como "Fantasia" e "Dumbo".

Em "Destino", Hench foi chamado para ensinar a Salvador Dalí a técnica de animação Disney. Dalí, na época, descreveu Hench como uma "silhueta espectral", que sabia melhor que Dalí ou Disney os segredos do filme.

Excitado pela idéia que alguém finalmente se interessou em "Destino", Hench decidiu revelar os mistérios do filme e descrever detalhes de uma das parcerias mais estranhas já criadas na Hollywood da era de ouro. Salvador Dalí disse que seu destino era "salvar pinturas do niilismo da arte moderna". E o homem escolhido para levar suas pinturas surrealistas para as telas de cinema não era outro senão o criador de Mickey Mouse - Walt Disney.

De acordo com Hench, as finanças da Disney eram precárias em 1946. O estúdio havia perdido uma linha de crédito do Bank of America quando "Fantasia" provou ser um desastre em 1940, fazendo com que as dívidas se acentuassem. Para salvar o estúdio, Disney foi obrigado a recorrer ao bilionário Howard Hughes. Mesmo com o sucesso de "Dumbo" um ano depois, um animado brilhante de 64 minutos sobre o bebê elefante, o estúdio acabou perdendo o mercado europeu quando a Segunda Guerra Mundial foi iniciada. O estúdio ainda foi tomado pelo exército nos anos de guerra, e Disney acabou forçado a produzir cartoons para treinar as tropas, além de criar designs cômicos para as insígnias da aeronáutica. Muito foram os serviços prestados por Disney que nunca foram pagos, mas o estúdio estava se recuperando financeiramente. 

Walt decidiu que filmes “pacote” - curtas-metragens diferentes "empacotados" num longa-metragem - pareciam ser um risco menor de fracasso. Disney, sempre alerta a oportunidades, poderia dividir o filme e realizar as seqüências separadamente e recuperar o investimento, porque muitos curtas (naquela época) precediam muitos filmes nos cinemas.

Pouco tempo depois, Disney decidiu convidar grandes nomes entre os artistas e autores para o estúdio. "A bilheteria seguirá a qualidade", Disney dizia aos nervosos homens do dinheiro e seu czar financeiro - o irmão Roy O. Disney.

Por muito tempo Disney evitou festas em Hollywood, preferindo exercitar seu hobbie favorito: "brincar" com a réplica de uma locomotiva a vapor que circulava o terreno do estúdio. Mas numa das poucas festas em que comparaceu, Walt  foi apresentado ao casal Salvador e Gala Dalí por Jack Warner em 1945 (cuja festa estava sendo realizada na casa deste magnata do cinema).
Os Dalí ficaram sentados com os Warners, enqüanto o pintor surrealista pintava os seus retratos. Nesse ponto, Walt e Salvador iniciaram uma longa amizade peculiar.

Nessa época, Disney já era fascinado com técnicas modernas de arte, e já havia as experimentado em 1939. Críticos elogiaram a seqüência abstrata de "Fantasia" como remanescente de Kandinsky e Miró. Hench supervisionou o segmento usando imagens abstratas pela primeira vez em um filme Disney, Com isso, o estúdio já tinha alguma experiência com novos tipos de técnicas, o que seria essencial para a futura parceria. Walt e Salvador Dalí rapidamente fizeram um acordo, com Dalí concordando em trabalhar num projeto para o estúdio.  Quando os dois se encontraram, Dalí havia sido convidado para trabalhar em seu primeiro filme em Hollywood, a seqüência do sonho em "Spellbond" de Alfred Hitchcock, cujo produtor David O. Selznick havia o convencido a criar. Dalí moveu seu cavalete e suas tintas para os estúdios Disney em 1946.

Por algum tempo, o projeto permaneceu secreto para grande parte do estúdio. O trabalho do pintor catalão Salvador Dalí era preparar um seqüência de seis minutos combinando animação com dançarinos ao vivo e efeitos especiais para um filme no mesmo formato de "Fantasia". Disney originalmente planejou usar "Destino", uma balada romântica do compositor mexicano Armando Dominguez, em um curta-musical apresentando a cantora e dançarina Sul-Americana, Dora Luz. Mas a palavra "DESTINO" acabou levando Dalí ao entusiasmo, o que o fez criar desenhos imaginativos, selvagens para ilustrar suas emoções.

O enrêdo do filme variava de acordo com a descrição de cada artista. Dalí dizia ser "Uma exposição mágica do problema da vida no labirinto do tempo". Já Walt Disney dizia "Somente uma simples estória sobre uma jovem garota em busca do verdadeiro amor".

Dalí rapidamente adotou a rotina do estúdio. Por dois meses, ele chegou pontualmente todos os dias às 9:30 da manhã e trabalhava em seu cavalete. O artista normalmente almoçava no restaurante executivo do estúdio - "Coral Room" -  com Disney e Hench, ou com os empregados do estúdio conversando com sua mistura de línguas quase indecifrável: uma mistura de francês, espanhol, catalão e um "mal" inglês. Sua esposa e musa, Gala, freqüentemente o acompanhava ao estúdio para inspirar, interpretar, ou apenas ficar de olho em seu marido. Quando ela estava lá, Dalí era mais produtivo, criando desenhos para serem utilizados junto a trilha musical pré-gravada.

Trabalhando num ateliê no terceiro andar do antigo "Animation Building" dos Estúdios Disney, Dalí e Hench estavam criando completamente uma nova técnica de animação., o equivalente cinematográfico a "paranoid critique" de Dalí.
Este método, que teria pouca conexão com o título, é enormemente  inspirado pelo trabalho de Freud no subconsciênte e na inserção de imagens ocultas duplas no trabalho de arte. Dalí apresentaria uma imagem que o espectador reconheceria como sendo uma coisa.... e lentamente força o espectador a visualizar formas estranhas na imagem, que podem eventualmente revelar algo novo.

John Hench cita: "Todos nós sabemos que D.W. Griffith inventou tudo no cinema, mas Dalí elaborou um método que ninguém havia visto antes. Imagine uma cena com dois esquiadores na neve. Nada muito especial... somente um par de esquiadores. De repente o panorama estaciona em uma montanha nevada. Nada mostra que a cena mudou, com excecção dos esquiadores que estão fora da tomada. De repente a câmera regride e somente agora vemos a imagem completa. As montanhas da cena tratam-se dos seios nus de uma mulher nua! A substituição foi sendo apresentada desde o início da seqüência, mas os olhos insistem que é neve o que está sendo observado (mesmo reconhecendo as formas femininas), até que finalmente nós admitimos de que é uma mulher e nada mais." 

Nada havia sido criado até então: combinar surrealismo e animação. Nos anos 40, filmes como forma de arte não estavam na agenda dos estúdios. Muitos filmes eram produzidos com simples estórias e eventualmente se tornavam clássicos como "Casablanca", mas muitos eram imemoráveis. Mas Disney queria que a animação deixasse de ser coisa de criança e se tornasse de vez uma forma de arte. É claro que, com o cancelamento de "Destino", a chance de ganhar o reconhecimento seria perdida para sempre. "Destino" poderia modificar o que conhecia-se até então como animação.

Um dia em 1946 quando John Hench dirigiu-se a Monterey, Califórnia, num estúdio próximo ao velho Del Monte Lodge Hotel, ele encontrou Salvador Dalí ditando o roteiro para Gala, que estava escrendo o manuscrito. Ficando mais e mais entusiasmado sobre esta forma de arte-em-movimento, Dalí disse a Hench: "Animação realça a arte; suas possibilidades são infinitas".

Quando Dalí roteirizou "Destino" em sua forma livre de pensamento para se encaixar perfeitamente na canção de Dominguez, um cenário enigmático apareceu representando as idéias do artista sobre o amor e o que o tempo faz a ele. O roteiro de Gala-Salvador descreviam como os apaixonados em "Destino" seriam filmados com dançarinos de ballet ao vivo (em live-action) ao lado dos cenários 'Daliescos' repletos de estátuas, telefones, conchas e moedas. Eles estão 'lutando' contra o tempo, na forma de um gigantesco relógio solar que emerge da da grande face de pedra  de Júpiter, que determina o destino de todos os romances humanos.

Walt Disney ficou de olho no trabalho em progresso, e sendo um admirador do talendo de Dalí, ficou entusiasmado com o novo visual que estava sendo trazido para a animação. Assim, uma vez os storyboards finalizados, Dalí e Hench prepararam o famoso "pencil-test" de 18 segundos, onde pode-se ver os esboços em movimento.

Salvador havia voltado para Monterey, relembra Hench, assim uma vez filmado o teste, ele levou o filme para mostrar ao pintor. Hench foi a um pequeno cinema e convenceu o gerente a exibir os 18 segundos após um filme B (na verdade um Western) e depois que a platéia tivesse se retirado. As luzes se apagaram e Dalí viu sua arte em movimento... e acabou amando o resultado. No fim da curta exibição veio o projecionista e praticamente gritou "O que foi isso?" Dalí e Hench se entreolharam... ambos sabiam que isso era um momento único na arte.

Walt Disney decidiu comemorar de seu próprio jeito. Num domingo, ele convidou Dalí e Hench para visitar a sua casa em Holmby Hills, onde uma locomotica (chamada Carolwood Pacific) em miniatura circulava o terreno. O trem tinha tamanho suficiente para que várias pessoas pudessem embarcar (na verdade cada um sentava sobre um vagão). Walt Disney nunca pretendeu entender todo o simbolismo do artista porque achava que isso era parte do misticismo de Dalí, mas não resistiu em convidar um pioneiro em formas experimentais de animação - o excêntrico animador Ward Kimball (o criador do Grilo Falante) para pilotar o trem tendo como passageiro Salvador Dalí. Naquele mesmo dia, Walt Disney disse: "Junto com a profusão normal 'daliana', Dalí concebeu em usar pela primeira vez, acredito eu, beisebol americano como forma de ballet".
 O curta de 7 minutos de duração possui apenas 15 segundos do trabalho de Dalí feito na época, e nunca terminado em 1946 porque foi visto que seu formato era comercialmente inviável após a Segunda Guerra Mundial. A nova produção mistura 80% de animação tradicional e 20% animação 3D, e foi supervisionada pelo então vice-presidente Roy Edward Disney, que também é produtor executivo do projeto. "Destino" foi em maior parte produzido nos Estúdios Disney da França, tendo o animador Dominique Monfery (Titãs em "Hercules", onça Sabor em "Tarzan") como diretor e Baker Bloodworth ("Dinossauro") como produtor.

Francesa Orlan fala sobre a arte de modificar o próprio corpo com cirurgias


Artista de 61 anos passou por nove intervenções cirúrgicas transmitidas via satélite.
De passagem pelo Brasil, ela fala sobre o processo, em que fazia até pintura com sangue.
Lígia NogueiraDo G1, em São Paulo
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Foto: Divulgação
De passagem pelo Brasil, francesa Orlan dá palestra no Museu de Arte Contemporânea, em SP. (Foto: Divulgação)
Ela tem um par de chifres na testa, mas mantém o hábito de dar um parecer final sobre qualquer foto sua. Se a imagem não a agrada, a artista francesa Orlan não hesita em pedir que o autor aperte o “delete”, reclamando que o ângulo não ficou bom ou que aquela não era a luz ideal. No Brasil pela primeira vez, a criadora do “manifesto da arte carnal” falou ao público em uma palestra no Museu de Arte Contemporânea, em São Paulo, na tarde desta segunda-feira (25). Ela estará presente na próxima sexta (29) em evento no Oi Futuro, no Rio de Janeiro.

Protagonista do primeiro “extreme makeover” da história da arte, Orlan chocou o mundo nos anos 90 ao realizar a performance “A reencarnação da Santa Orlan”, uma série em que ela se submeteu a nove cirurgias plásticas que foram transmitidas via satélite para diversos lugares, entre eles as principais galerias de arte da Europa. Ao longo desse processo, a francesa nascida em Saint-Étienne em 1947 transformava seu rosto radicalmente, recebendo, além de chifres – realçados calculadamente com purpurina no dia de sua visita à capital paulista – mas também implantes no queixo, nas bochechas e ao redor dos olhos.

Durante a operação, apesar da anestesia, Orlan mantinha-se consciente. Em algumas performances, crânios, tridentes, frutas e legumes iam sendo misturados ao cenário. Em outras, ela lia textos ou então fazia desenhos com os dedos usando o seu próprio sangue. “Eu queria falar sobre o quanto se maltrata o corpo das mulheres. A religião propõe um corpo culpado, que deve sofrer. O meu trato era: nada de dor, nem antes, nem depois.”
Foto: Divulgação
A artista francesa Orlan e seu trabalho de modificação do rosto. (Foto: Divulgação)
“A arte carnal não procura purificação, mas busca transformar o corpo em língua”, fala Orlan, que diz amar o rim, o pâncreas e se excitar com a linha do fêmur. Um dos resultados de tantas operações é a instalação “Corpo colocado em quarentena”, composto por 40 auto-retratos do primeiro ao 40º dia após a intervenção cirúrgica. “As fotos mostram os inchaços e todas as cores pelas quais passamos – azul, amarelo, vermelho. Muitos cirurgiões não quiseram me operar, não queriam mostrar o que acontecia no meio do processo, só o antes e o depois”, conta.

Orlan também é autora da performance “O beijo da artista”, de 1977, em que ela se posicionava atrás de um tórax nu feito de madeira e distribuía beijos em troca de cinco francos durante uma exposição em Paris. “Era algo que falava não só de sexo, mas também de afeto. Houve uma ruptura com a minha família e com os vizinhos”, conta. “Foi um período tragicômico da minha vida.”

Hoje, mais de quatro décadas depois de sua primeira performance, Orlan diz que nunca teve uma crise de identidade. “Não estou nem aí com as imagens que produzi de mim mesma, porque não fui eu que escolhi o ponto de partida. Não escolhi meu nome, nem a cor da minha pele. Nós somos cidadãos do mundo, receptores de estímulos que vêm dos lugares mais diferentes, da televisão, da internet. Não quero fazer cirurgia todos os dias, prefiro beber champanhe com os meus amigos. Mas seria divertido se pudesse mudar o meu rosto diariamente.” 

domingo, 15 de janeiro de 2012

7 dicas para aplicar e conservar cílios postiços


Os postiços em dois momentos: em cima no backstage da Nica Kessler e embaixo no da Giulia Borges
Depois de quatro dias com belezas “nada com iluminador”, surpresa nos dois primeiros backstages desse sábado (14.01), último dia da temporada carioca: cílios postiços. No desfile deGiulia Borges, eles aparecem só na parte de baixo, garantindo o efeito boneca. Na Nica Kessler, só em cima, avançando só um pouco no canto externo para abrir o olhar. Já que o tema do dia são eles, algumas dicas de experts no assunto:
. Esqueça as colas que vêm na embalagem dos cílios. A melhor é a Duo Eyelash Adhesive (veja abaixo). Segundo Cris Biato, ela é potente então basta uma pouca quantidade, o que evita a meleca.
. Não aplique diretamente a cola nos cílios. “Coloque um pouco na mão e passe os cílios nela”, ensina Robert Estevão. “Aí, espere ela secar por alguns segundos antes de encaixar perto dos cílios.”
. Um pouco de pó é ótimo para a cola aderir melhor. “Se tiver só base no local, fica mais difícil de grudar”, ensina Rogério Pontes, da equipe de Robert Estevão.
. Na hora de colocar, a dica de Cris Biato é “fazer olho de peixe morto”, ao invés de deixar só um aberto. “Com os olhos um pouquinho abertos você consegue enxergar melhor exatamente onde está colocando”
. Sempre ter um cotonete a mão, para ir limpando o excesso de cola à medida que aplica os cílios, é o truque de Luiz Bicalho, da equipe de Robert Estevão.
. Para um efeito menos fake, a dica de Cris Biato é “desfiar” os postiços. “Pegue uma tesoura para cílios (pode ser de unha também, desde que tenha a ponta bem fina) e vá fazendo cortes delicados nos cílios na vertical, para tirar um pouco do volume.”
. Comprou aqueles cílios incríveis e quer usar mais de uma vez? Então é bom conservá-los bem. Depois de usar, retire a cola com os dedos e use um pouco de álcool para higienizar. Para que eles durem, jamais aplique rímel neles.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Shooting para o calendario Maybelline 2012

embryolisse

Lait-Crème Concentrè (24-Hour Miracle Cream) is a rich moisturizing lotion. This specially formulated lotion is quite versatile; throw it in your travel bag when you don’t have enough space for numerous products. Our creamy lotion is really three products in one: the make-up artists use it as a primer, moisturizer, and make-up remover. It also reduces irritation after shaving!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Body Painting Tips and Techniques

[Photo of male model being bodypainted to appear as a painting in the style of Mondrian, during a charity art benefit in Seattle, 4/30/99]    Anyone who attempts body painting quickly discovers the lack of useful information and dearth of practical materials to accomplish successful body paintings. This situation has improved in recent years. It is becoming easier to find good paints to work with.
        Most traditional makeup techniques are incredibly messy and time consuming.  It's not unusual to hear of a full body painting taking 10 to 12 hours.  Eventually I learned of some better techniques that get the job done with a minimum of mess and time.








Markers

    Crayola, along with other companies, makes special markers for kids.  These are completely safe, as they are formulated under the assumption that kids will be marking themselves, and moms will need to wash it off.   These actually work well at making a translucent effect, similar to tattooing. [Photo of female model from back, having color applied with markers]Once it dries, it stays on till washed off. The biggest drawback is the size of the point. Even the bold markers take an excessive amount of time if a lot of body coverage is needed. I've been told that the human body averages 1.8 square meters of skin. That's a lot to cover with markers.    I have seen wide tip Crayola markers. These could make a stripe a third of an inch wide (8 mm). This is more useful for bodypainting.Also I have seen some markers that are labeled as non-toxic, with tips 12 mm wide. But I have only seen these in Red and Black. 
As for utility in Bodypainting, these markers have okay staying power. Primary advantage is that they can't peel off as paints can, and also won't pull or wrinkle when the skin stretches. They wash off very easy, but also will smear if they get to moist from water or sweat and are rubbed.
    Sakura makes some interesting 1" wide tip markers. These are watercolor, non-toxic markers. They stay on the skin fairly well until washed off. The most interesting colors are a metallic silver and a gold. These look good, and might be very useful for creating stripes and large areas metallic, but probably not practical for total coverage.




Airbrush Make Up

    This is probably the best, for safety, flexibility, and speed. Although more expensive than the airbrush acrylics mentioned below, this is a better way to go as airbrush textile acrylics, tend to crack and peel at high flexion points. Two artists airbrush a male model to create a stone gargoyle look.]If you are working for a commercial client, doing a photo shoot, then these are what you want to use.     A long time manufacturer is Kryolan. High quality makeup from germany.
    Dinair is another popular brand of Airbrush Makeup. They specialize in it, and also make standard skin colors Their focus seems to be more traditional glamour makeup, using airbrush technique.

     Mehron  has announced a of airbrush color. I've not had great success with Mehron in the past. The price is good, but I find it flakes and powders off easily when dry.

    You may also want to experiment with Kryolan's  Brandel color sprays in small cans.  Unlike other hair colors, these lay down a solid opaque layer, just like real spray paint. It dries quickly to the touch and is fairly difficult to rub off.  But in soap and water it dissolves quickly.  It appears to be traditional hair spray loaded up with pigment.  It has the same obnoxious fumes as old fashioned air sprays.  I really like their gold and silver sprays, because it is possible to lay down a solid shiny layer.  Black is incredibly messy though. Over spray is a real problem because of the fine aerosol mist these produce.  Use a face mask! Seems to run US$6 to US$7 for a small can. It requires at least 5 cans for total body coverage. You can find them at good theatrical makeup supply stores. Here's one online source I found.
 





MagicColor  and Mehron Face/Body Paints

    MagicColor is  from Ben Nye, a Hollywood makeup company. These are opaque, but apply thin with a brush, and dry quick. (The main ingredient is alcohol.) They work well with airbrush. 4 ozs. can do whole body coverage. Price is around US$10 for a 4 oz bottle. Most primary colors are available, along with glitter metallic. Warnings are on the label against using red, pink or orange in eye areas. These are good all around makeup grade paints, not cost prohibitive, and with fairly good staying power. The red stains a little on skin, but cleans off easy. It does stay tacky for awhile, so you may want to apply setting powder.    Mehron's  line of Liquid Makeup is a little cheaper, and available in larger pint sizes for about US$13. So far I've only used the yellow, which seems to go on thin, and the red. It doesn't seem as flexible as the MagicColor. But I need to try more colors.




Airbrush Textile Acrylics
    These are a great balance between low cost and utility. I learned about them from a model, who had used them before. I was nervous about using something that wasn't specifically formulated for application on skin.  Yet she said she had used them with no ill effects and they are marked as non-toxic.  They are actually designed for airbrushing on Fabrics.   They dry quickly and don't rub off easy. Because they are made for textiles their flexibility is superior to other paints. Yet they still wash off easily in soap and water. They also work well when applied by regular bristle brush.
  The two brands I've used are Createx and Jurex(photo). Both work well and run about $5 for a 4 oz bottle.  Larger bottles are available, but usually only black and white in most retail outlets.  Createx has an iridescent line of colors that come out quite nice, with a shiny look, as opposed to a matte flat finish. The Jurex colors seem to work better than the Createx when using a bristle brush.  They are available at any good art store that stocks airbrush supplies.
    I use a Pasche airbrush for fine work and a larger production airbrush for large areas. The large sprayer I bought at a hardware store for $20. It works well enough, but I found a smaller one at SearsGroup of six bodypainted models, 4 were painted with larger touch up spray gun. called a touch up gun, which uses a pint size canister.  These larger sprayers are the only way to go when you have to paint a lot of people or lay down an overall basecoat.
    The key to good airbrush make up is to lay down the thinnest opaque coat you can.  Thicker or multiple coats peel and flake more readily.  Thin your paint, the concentration in the bottle is usually too thick and  will get used up too soon. There are good books at the art stores on air brush techniques for obtaining different effects.






AGPC Makeup

I have discovered an airbrush makeup that is safe on skin and that comes off with soap and water...yet has good staying power. You just set it with a talc powder and use a damp sponge afterwards to remove the powder. It's called Airbrush Grade Prosthetic Cosmetic or AGPC.Model Rob Zverina, painted with AGPC2 at a gallery showing.It's from Michael Davy Film & TV Make Up , in Orlando FL. The only drawback is its expense. Even a four oz bottle is $35. But if you are painting for a long event, or other profesional job or commercial film or video shoot, this is the best. And prices drop if you order large containers. Many colors are available. I was particularly impressed with the white. When sprayed on, the AGPC2 (A more opaque version than the standard AGPC) is opaque with one coat.
The color selection is large, not as large as Createx though, with it's cool iridescent and pearlescent colors that look slick and shiny after drying. But you may be able to get the same effect by mixing silver or gold makeup powders into the paint. They also have UltraViolet reactive Day Glo colors.
It's possible that this makeup could last one to two days, making it ideal for events such as Burning Man.  This stuff doesn't sweat or rinse off, both water and soap are required to remove it. So it's perfect for large events or parties.




Liquid Latex


    Liquid Latex has become quite popular in the last couple of years. It has been available as a make-up material for a long time, but now some companies are making it available in several colors, including black and clear, beyond the traditional flesh tone.
    Initially it has been promoted as a way of making instant latex clothing. But it has real potential as body paint. Once it sets, it is much less messy than any other paint. And the setting time is quite quick, ten minutes or so. It also cleans off well, if applied to shaved skin!
    I have been exploring the use of latex as a base for other materials and paints. Some very interesting effects, textures and colors may be achieved. For example, you can mix in metallic powder or sprinkles, such as in this costume seen at Key West in '96. Or you can create dimensional textures with beads or sand. A reptilian texture can be achieved this way, and is quite convincing! Or one can try embedding larger objects, or fabrics. I painted a model at Burning Man 97  with a single coat of latex, and it lasted into the next day! It was finally removed when it started to itch. It is actually easier to remove multiple coats than single coats. Multiple coats form a strong layer, which peels off easily. People usually use sponge brushes to apply it.
   The trouble with Sponge brushes is that they don't leave a perfect smooth surface. I've experimented with using airless sprayers, and thinning the latex slightly with water. This actually works very well. Latex loves to stick to itself so you have to remember to use either transparent makeup setting powder on it, and or latex polish, which the companies that sell the latex also sell. When sprayed this way it looks great, and stays on well if the skin is well cleaned of body oils before application. BUT-- this great looking thin coat is harder to remove quickly than the thicker brushed on coats, which peel off. If the latex is going to be worn for several hours that usually helps--by that time it just rubs off easily.
    Another advantage to latex is that it can serve as a protective barrier between the skin and paints or materials that are not as safe as make-up.

   REMEMBER!

It is possible for someone to have a latex allergy! Test the individual model first before covering large areas!!
    I have had success creating very shiny metallic looks using latex and metallic powders. This differs slightly from the technique of mixing the powder into the latex. Instead, wait till the latex is almost set, but still tacky. Then gently brush on the powder.
    A company on the web that sells Liquid Latex in all colors, including UltraViolet is Deviant .
Deviant sells the ORIGINAL, tried-and-true quality-tested FANTASY LIQUID LATEX. As Jerry Pena describes it, "We have been quality tested and on the market for over 4 years. We have been active with the Burning Man organization (including the Climate Theater/Anon Salon, S.F.), we actively promote the arts communities (including sponsorships in music, theater, movie, video and stills, and we were featured on E! Entertainment ), the sexual communities (including straight, gay, fetish, BDSM, swinger, etc., as indicated on our "demos" webpage), and we actively support and promote out product on both a retail and wholesale level. "

    All in all, Liquid Latex is tricky. It both requires and rewards experimentation. 




Tempera


    Tempera has long been popular as a body paint, because it is very cheap, and very safe. Unfortunately, it looks great wet, but as soon as it dries, it becomes powdery, and flakes off rapidly. Makes a terrible mess. Not Recommended.